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Senado derruba CPMF; governo precisava de 49 votos e obteve 45 |
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São Paulo (AE) - Ao completar cinco anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu ontem sua maior derrota e perdeu no Senado a votação da emenda que prorrogava até 2011 a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Foram 45 votos pela prorrogação e 34 contra - e o governo precisava de pelo menos 49 para manter a cobrança do imposto do cheque. Agora vai ver seu cofre emagrecer R$ 40 bilhões por ano. O máximo que o Palácio do Planalto arrancou da oposição foi o compromisso de negociar, ano que vem, a proposta, formalizada apenas à noite, de investir na saúde todo o dinheiro de um novo projeto de ressurreição da CPMF. Na mesma sessão, que durou mais de sete horas, os senadores aprovaram por 60 votos a 18 a prorrogação a Desvinculação de Receitas da União (DRU). A DRU é mecanismo que permite ao governo dispor livremente de 20% das receitas do Orçamento. Passava das 22h30 - mais de quatro horas depois do início da sessão de encaminhamento da matéria -, quando o líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR), subiu à tribuna e leu duas cartas-compromisso do governo, uma delas assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi o mais claro sinal de desespero do Planalto para tentar evitar, a qualquer preço, a derrota. Nas cartas, o governo se comprometeu - uma vez aprovada a proposta de emenda constitucional nº 50/2007 - a repassar integralmente os recursos da CPMF à área da saúde já a partir de 2008, de forma progressiva até 2010, à exceção dos recursos abrangidos pela DRU. No mesmo texto, assinado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, ficava claro que os novos recursos seriam acrescidos aos atuais. “Os novos recursos oriundos da CPMF serão acrescidos aos atuais e não substituirão as outras fontes atuais e a admissão da proposta em questão significa que os gastos referentes a inativos sejam incluídos como despesas da saúde.” Feita a proposta, Jucá ainda solicitou que a votação fosse adiada, então, de ontem para hoje. Não adiantou. Tão logo o líder governista terminou seu discurso, o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), e o do PSDB, Arthur Virgílio (AM), recusaram-se a adiar a apreciação da prorrogação da CPMF. “Respeito e vejo simpatia, e não pouca simpatia, mas muita simpatia, e levo muito a sério a carta do presidente Lula. Essa carta é o marco inicial da negociação. Mas o processo está avançado e não caberia agora. Vamos votar e tão logo os votos sejam publicados no painel abrimos a negociação”, disse Virgílio ressaltando que a partir de agora os tucanos estariam prontos para debater o tema com o Planalto. “A esta altura meu partido não tem como recuar”, enfatizou Agripino. Discurso do medo Durante toda a sessão, os governadores do PSDB - principalmente os de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves - monitoraram os senadores do partido e tentaram convencê-los a mudar de idéia e votar a favor da prorrogação da CPMF. Não adiantou. Por volta das 23h15, com a derrota desenhada, Jucá admitindo que o governo tinha uns 45 votos, o senador aliado Del-cídio Amaral (PT-MS) subiu à tribuna para dizer que o debate no plenário se assemelhava a uma “marcha da insensatez”. Surpreendentemente endossando o apelo de Jucá, Pedro Simon (PMDB) pediu que os parlamentares deixassem a votação para hoje, a fim de analisarem com calma a proposta apresentada pelo governo. Foi inútil. À 1h15, a derrota do Planalto apareceu no painel do Senado. O ministro Múcio disse que o governo não pretende encaminhar uma nova emenda restabelecendo a CPMF. |
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Lair Ribeiro Muitas pessoas, em um determinado momento da vida, vêem-se sem perspectivas, literalmente perdidas. Não sabem mais o caminho de volta nem fazem idéia de para onde estão indo. Apenas caminham, até que um dia, um chamado interior consegue falar mais alto e clama por mudanças. De alguma forma, o corpo se manifesta, física ou psicologicamente, por meio de doenças como estresse, depressão, ansiedade ou outras mais graves. O problema é que a maioria das pessoas não pára para pensar na sua própria vida, achando que é perda de tempo. O grande desperdício de tempo acontece quando não fazemos tais reflexões e nos deixamos levar pela correnteza. Nunca é tarde para se conhecer melhor. Antes de fazer escolhas para sua vida, como a carreira seguir, por exemplo, o primeiro passo é identificar quais são as suas verdadeiras habilidades. É possível, sim, unir trabalho e prazer. Reflita sobre as coisas de que você gosta de fazer. Lembre-se de que o que você faz por diversão é trabalho para muita gente. Enquanto você gasta dinheiro para alugar uma quadra de tênis, Gustavo Kurten já ganhou milhões jogando tênis profissionalmente. Quando transforma o seu hobby em trabalho, você sente como se não estivesse trabalhando; conseqüentemente, realiza-se profissionalmente e ganha dinheiro. Tudo o que é feito com prazer tem muito mais chances de dar certo! O problema é que muitas pessoas acabam abortando sua criatividade e imaginação em detrimento de imposições sociais ou familiares. Como vivemos grande parte tempo trabalhando, se o trabalho que realizamos não permitir que nos sintamos bem, temos de mudar de trabalho! Às vezes, basta um ajuste de ponto de vista para que alguém passe a sentir-se bem com aquilo que faz. De repente, o jovem médico que se formou por imposição do pai, mas não tem a menor habilidade para cuidar de pessoas, pode se revelar um exímio pesquisador ou administrador hospitalar, por exemplo. Em outros casos, é preciso fazer uma parada brusca, respirar fundo e começar tudo, do zero, buscando reconectar-se à sua força interior e descobrir um novo ser. Em geral, estamos tão familiarizados com nossas habilidades que nem as vemos mais como uma habilidade e, menos ainda, como uma possível fonte de realização profissional. Para descobrir suas verdadeiras habilidades, é importante fazer uma investigação profunda. Reflita. Escreva num papel tudo o que você gosta de fazer e faz sem esforço. Tudo o que lhe proporciona prazer e satisfação deve entrar nessa lista. Também é útil resgatar sua criança interior. Volte no tempo e procure lembrar-se do que você mais gostava de fazer quando tinha entre 7 e 8 anos de idade. Avance no tempo e relacione as habilidades que conservou ou adquiriu na adolescência, entre os 14 e 15 anos. Depois, eleja outra idade, entre a adolescência e o dia de hoje, e relacione o que você faz de melhor. Feito isso, compare, analise as respostas, observe que características permaneceram desde a infância, reflita sobre o que se perdeu no meio do caminho e procure descobrir por que isso aconteceu. Este é um bom exercício para você começar a sua investigação pessoal. Costumo dizer que sorte é quando preparação encontra oportunidade. Por isso, esteja sempre preparado, pois as oportunidades estão sempre passando diante nossos olhos, basta estar preparado para as enxergar. A partir do momento em que você se propuser a mudar, tudo o mais estará mudando com você. |
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O valor da cesta básica de novembro apresentou alta de 5,37%, revelou pesquisa da Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em convênio com o Dieese. O preço médio da cesta era de R$ 238,91 em 31 de outubro e passou para R$ 251,74 (recorde desde o Plano Real) em 30 de novembro. O grupo Alimentação foi o que registrou a maior alta: 6,74%. Dentre os produtos que compõem o grupo Alimentação, os que registraram as maiores altas de preço, neste mês foram feijão carioquinha, com alta de 34,66%; carne de primeira, com alta de 14,18%; açúcar refinado, que subiu 12,77%; cebola, que aumentou 12,40%; e carne de segunda, com alta de 12,05%. Vale mencionar o leite em pó integral, que teve sua segunda variação mensal negativa de preço do ano, depois de ter apresentado aumentos significativos, que influenciaram positivamente os índices de inflação, principalmente durante junho, julho e agosto. Dos 31 produtos pes-quisados na variação mensal, 19 apresentaram alta, 9 diminuíram de preço e 3 permaneceram estáveis. Os grupos Alimentação e Higiene Pessoal apresentaram alta de, respectivamente, 6,74% e 0,29% e o de Limpeza, queda de 0,77%. Feijão Primeiramente, os preços baixos do feijão no início o ano (em função da baixa qualidade) retiraram do mercado parte dos grandes produtores. Muitos deles resolveram investir na plantação de milho, soja ou fumo, culturas com indicação de preços mais rentáveis. A oferta também foi reduzida por ocasião do avanço do plantio da cana-de-açúcar no interior, que está ocupando áreas tradicionalmente destinadas ao feijão. Houve, ainda, problemas climáticos a partir de setembro, quando se encerraram as colheitas do Paraná. O Estado – um dos maiores produtores de feijão carioquinha do país – ficou com a safra comprometida em função da falta de chuvas. Quem plantou em agosto, na expectativa da ocorrência de chuvas, perdeu a semente e o preparo do solo. Muitos produtores enfrentaram a falta de água até para irrigar. Por último, o setor vive o pico da entressafra, que por si só já determina uma oferta menor. O novo plantio – do feijão da seca – ocorre apenas em dezembro, com colheita prevista para março e abril. Na pesquisa da cesta básica, o feijão carioqui-nha acumulou, no ano, alta de 98,82%. |
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Cerca de 11 mil professores serão treinados, até dia 17. Inicialmente são treinados educadores de matemática e língua portuguesa. Eles terão a função de apoiar as equipes das escolas durante o planejamento de atividades, que acontecerá em 2008. Dois professores de cada uma das disciplinas do Ensino Fundamental e dois professores do Ensino Médio, de cada escola, assistem as videoconferências, sempre das 9h30 às 12h e das 13h30 às 16h. São cerca de 3 mil escolas com classes de 5ª a 8ª e de Ensino Médio. Alunos terão jornal No início do próximo ano letivo os alunos terão aulas com ênfase em língua portuguesa e matemática. O objetivo da Secretaria é reforçar para toda a rede a competência de ler e escrever e dos conceitos fundamentais da matemática, conhecimentos considerados básicos para a aprendizagem de qualquer outro tema. Com o Jornal, que já está sendo produzido, os alunos terão acompanhamento essencial para melhoria da aprendizagem em todas as disciplinas. Ele está dividido como tradicionalmente os jornais brasileiros são, com cadernos e seções especiais em torno de propostas de atividades para os alunos. Além deste material, a Secretaria entregará uma publicação para cerca de 160 mil professores, em formato de revista, para que os professores possam orientar-se na exploração das atividades propostas aos alunos em cada disciplina. |
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Estado obtém patente internacional de vacina contra coqueluche |
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O Estado de São Paulo acaba de obter patente internacional do processo de produção da vacina Pertussis Low, contra coqueluche, a ser fabricada em larga escala a partir de 2008 pelo Instituto Butan-tan, da Secretaria de Estado da Saúde, na capital paulista. A tecnologia utilizada pelo Butantan foi cedida pelo Netherland Vaccine Initiative, um dos principais institutos europeus de desenvolvimento de vacinas. Nesta semana representantes de diversos países estiveram reunidos para negociar a aquisição do novo produto, que será combinada com doses contra Hepatite B, Hemófilo B, Difteria e Tétano, numa vacina pentavalente. A nova vacina contra coqueluche, mais eficaz e com menos reações adversas, tem um custo cerca de 50 vezes mais baixo do que o produto atualmente comercializado no mercado internacional. A produção que o Butantan iniciará em 2008 também substituirá a vacina distribuída na rede pública brasileira. Coqueluche, pertussis ou tosse convulsa é uma doença contagiosa que causa tosse violenta, contínua e dolorosa, com maior incidência em crianças. A prevenção deve ser feita por meio de vacinação no segundo, quarto e sexto meses de vida, com um reforço aos 15 meses e outro entre quatro e seis anos de idade. |
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O governador José Serra autorizou a abertura de concurso para o preenchimento de 472 vagas nas polícias Civil e Técnico-Científica. A autorização foi publicada no Diário Oficial do último sábado (8), e a Secretaria de Segurança Pública vai adotar os procedimentos necessários para realizar a seleção dos novos policiais. Ao todo, serão contratados mais 147 delegados de polícia, 41 médicos legistas, 44 peritos criminais, 106 fotógrafos para perícias, 67 atendentes de necrotério, 45 auxiliares de necrópsia e 22 desenhistas técnico-pericial. “Estamos reforçando o aparato de segurança em São Paulo de uma maneira bem sólida. Vamos ter cada vez mais uma polícia melhor”, observa o governador José Serra. “Estamos acelerando os concursos, mesmo porque um policial não pode ir para uma delegacia senão tiver sido preparado para isso. Esses policiais exercem uma função complexa e muito delicada”, reforçou Serra. |
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Por uma questão de justiça
Natal solidário Villares Teatro de graça no Sesc Festa em Coruputuba Estado convoca diretores Estado atribui aula Errata Band Vale apóia caminhada Núcleo planeja festival Álcool sobe mas ainda é vantajoso Queda no emprego não assusta Desempenho positivo em nove setores Regiões ficam empatadas Indústrias revisam PIB para cima |
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| EDITORIAL | ||||||
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A Contribuição Perma-nente sobre Movimentação Financeira – CPMF – expira no próximo dia 31 de dezembro. O imposto do cheque criado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso como provisório se perpetuou e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva queria prorrogá-lo até 2011. Isto não será possível, pois o governo não conse-guiu os 49 votos necessários para que o tributo conti-nuasse sendo cobrado nos próximos quatro anos. Apenas 45 senadores vota-ram com o governo e 34 foram contrários à medida proposta. O governo deixa-rá de arrecadar cerca de R$ 40 bilhões com a CPMF o ano que vem. Foi uma derrota para o governo! De nada valeram os discursos inflamados de senadores favoráveis à proposta. Quando senado-res como Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Perez (PDT-AM), ambos críticos de certas posturas do governo, votam pela prorrogação do tributo, não por pertencerem à base de sustentação do governo mas sim por convicção de que não é o momento de acabar com a tributação, alguma coisa de muito estranha está acontecendo. Dois dos principais governadores do PSDB, José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), fortes candi-datos à sucessão de Lula, tentaram, em vão, influen-ciar a bancada para que não rejeitasse a emenda consti-tucional que prorrogava a CPMF. Não tiveram sucesso na empreitada. O PSDB e o DEM votaram contra a prorrogação da CPMF e o governo vai deixar de arrecadar R$ 40 bilhões em 2008. A que custo a oposição derrotou o governo? Ninguém é capaz de responder. Os discursos se sucederam, contra ou a favor, senadores se estra-nharam, trocaram farpas e acusações e não chega-ram a um consenso. Por quatro votos o governo perdeu. O custo vai ser social, com certeza, pois nenhum empresário vai subtrair a CPMF que cobrava em seus produtos ou mercadorias. Ninguém gosta de pagar imposto. Todos reclamam do IPTU, do IPVA, do ISSQN e do condomínio. Qual prefeito não sonha em fechar o ano com superávit em suas contas? Qual o síndico que não gostaria de sobra de caixa para investir no próprio condomínio. Al-guém já se perguntou se a cidade em que moramos é um grande condomínio? Alguém percebeu que o Brasil é dos brasileiros? Nos parece que a oposição pagou para ver. O governo vai negociar nova CPMF, com novo nome talvez. E a CPMF indireta que pagávamos para os empresários, continuaremos pagando, acrescida de um novo tributo. |
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| GEOGRAFANDO | ||||||
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* Prof. Souza Leite Ao estudarmos a Geografia Biológica ou Fitogeografia encontramos a importante nomenclatura acima. Denominação dada por Humboldt à formação vegetal que se estende por toda a Amazônia brasileira. Ocupando cerca de 40% de todo o território nacional, ela representa uma das maiores áreas de florestas contínuas do mundo. Constitui-se no exemplo mais típico de floresta equatorial: espessa, compacta, exuberante, submetida a um clima extremamente úmido e temperatura média elevada. Na Floresta Amazônica são distinguidos três tipos de mata, onde se encontram mais de 4.000 espécies vegetais: 1) mata de igapós – área permanentemente alagada onde se desenvolvem trepadeiras, arbustos e árvores não muito altas; 2) mata de várzeas – zonas inundadas apenas na época das cheias, onde são característicos o cacaueiro e a seringueira, de grande valor econômico; 3) mata de terra firme – não atingida pelas enchentes – é a mais extensa entre elas, e apresenta os exemplares mais altos da floresta amazônica, sendo suas principais espécies o caucho e o castanheiro. Desses exemplares em destaque, dependem explorações, cujos resultados promovem de maneira extraordinária a economia regional. |
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Pindamonhangaba - SP