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LETRA |
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Salve!
Ó terra querida! |
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| (por Fernando A. G. Zamith - maio/2001) |
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Este hino foi composto especialmente para ser executado por ocasião da posse da Câmara Municipal de 1899, pelo Dr. João Romeiro, música do festejado maestro João Gomes de Araújo. Foi executado pela Banda "Euterpe", à chegada dos vereadores no Paço Municipal, e quando tomaram posse de suas cadeiras, no dia 15 de janeiro de 1899. (Extraído do livro de Athayde Marcondes: "Pindamonhangaba - Através de Dois e Meio Séculos"). O que regulamentou e unificou os símbolos do Município, incluindo a Bandeira, o Brasão e o Hino, foi a Lei Municipal No. 55 de 6 de julho de 1950, resultante do projeto apresentado pelo Vereador Prof. Fued Boueri, sancionada pelo então Prefeito Municipal Manoel César Ribeiro. Essa Lei instituiu a Bandeira, e restaurou o Brasão e o Hino já existentes, tornando-os oficiais. A Bandeira foi idealizada nessa época por uma comissão constituída pelos professores Mário de Assis César, Davi de Moura e José Wadie Milad, sob a presidência e orientação do primeiro. O Brasão de Armas do Município de Pindamonhangaba é de autoria de Athayde Marcondes e desenhado pelo engenheiro João Pedro Cardoso e já era usado pelo Poder Legislativo e Executivo desde o ano de 1922./ OS AUTORES: A MÚSICA foi composta pelo Maestro João Gomes de Araújo, nascido em 5 de agosto de 1846 em Pindamonhangaba, filho do Cap. Benedicto Gomes de Araújo e de D. Maria Raphaela César. Desde jovem revelou grande vocação pela música, iniciando os estudos com seu pai e depois com seu tio João Baptista de Oliveira, hábil professor de violino. Aos 15 anos partiu para o Rio de Janeiro, onde matriculou-se no Conservatório de Música. Durante os estudos sobressaiu-se executando, como primeiro violino, solos dificílimos de notáveis compositores. Fez transcrições de diversas óperas para bandas militares, recebendo grandes elogios de seus mestres. Contra sua vontade, João Gomes foi obrigado por seu pai a interromper seus estudos e voltou para Pindamonhangaba para assumir a gerência do estabelecimento comercial. Novamente instalado nesta cidade, fundou o Conservatório de Música, auxiliado pelo musicista e clarinetista José Leite, e assumiu também a direção da orquestra e da banda militar. Sua orquestra foi considerada a melhor do Norte de S. Paulo. Nessa época casou-se com D. Marianna Marcondes Teixeira, e com ela fundou, dois ou três anos depois, o Colégio Conceição, um dos melhores estabelecimentos de educação que tivemos, e que funcionou cerca de 14 anos sob sua direção. Durante esse período João Gomes continuou compondo incessantemente para banda e orquestra sendo suas peças executadas em vários lugares, com grandes elogios da imprensa. Seus amigos o aconselharam a completar seus estudos na Itália. Ajudado pelo Governo de S. Paulo, por D. Pedro II, e pelos amigos, partiu para Milão em 1884. Lá estudou com o maestro Dominiccetti, e em dois anos concluiu os cursos de harmonia, contraponto e fuga, e iniciou-se em composições teatrais. Compôs então as óperas "Edméa" e "Carmosina", tendo essa última o consagrado como grande compositor na apresentação no teatro Dal Verme de Milão em 1o. de maio de 1888. Com o exílio
de D. Pedro II, que financiava seus estudos,
João Gomes foi obrigado a retornar à sua terra,
onde foi recebido com todas a honras. Algum
tempo depois mudou-se para São Paulo onde
fixou residência. Depois disso João Gomes
escreveu inúmeras obras sacras e profanas,
missas, cinco sinfonias para grande orquestra,
doze romances para canto e piano, poemas líricos,
2 hinos, 15 romanzas em italiano, 14 romanzas
em português, com letras de vários autores
entre os quais João Romeiro e Athayde Marcondes.
Escreveu também muitas canções e hinos escolares. A LETRA foi escrita pelo Dr. João Marcondes Moura Romeiro, pindamonhangabense nascido, a 26 de maio de 1842, filho de José Romeiro de Oliveira, sargento-mor da Guarda de Honra de D. Pedro I, e de dona Ana Marcondes de Moura Romeiro. Faleceu em 8 de julho de 1915. Fez os estudos primários em sua terra natal e os correspondentes ao 2o. grau em Baependi (MG). Estudou Direito em S. Paulo, e após sua formatura em 1865, retornou a Pindamonhangaba e iniciou-se como advogado, dedicando-se a suas causas de modo integral e com todo ardor. Após alguns anos deixou a atividade de advogado para dedicar-se ao jornalismo e à política, filiando-se ao Partido Liberal, porém continuando o estudo do direito, tornando-se mais tarde juiz e jurisconsulto. Em 1867 foi nomeado Juiz Municipal, cargo que exerceu até 1869. Foi eleito deputado à Assembléia Provincial na 23a. legislatura de 1878 a 1879, sendo reeleito em 1880. Terminado o mandato, regressou a Pindamonhangaba e estabeleceu-se como advogado. João Romeiro fundou o periódico Tribuna do Norte em 11 de junho de 1882, onde redigiu durante 20 anos. Como jornalista lutou com coragem incansável, o que lhe valeu a admiração dos amigos e conterrâneos. Foi um político independente, lutando através da Tribuna do Norte, até mesmo contra os governos de seu próprio partido. Em 1887 foi eleito vereador da Câmara Municipal, ocupando o cargo de presidente, que desempenhou com critério e justiça, servindo ao Município com patriotismo e lealdade. Proclamada a República em 1889 o Dr. João Romeiro aderiu à nova forma de governo, lavrando com seus colegas vereadores, uma ata reconhecendo o governo e oferecendo solidariedade. Desde então trabalhou ardentemente em prol da República. Em 1890 foi nomeado por decreto, o primeiro Juiz de Direito da nova comarca de São Bento do Sapucaí, cargo que exerceu por poucos anos devido à reforma judiciária do Estado, retornando novamente a Pindamonhangaba como advogado. Como juiz de Direito e jurisconsulto deixou várias obras de importância, como "Dicionário do Direito Penal", publicado em 1905, e "O Júri", obra didática para leigos. Como jornalista e político foi sempre defensor das idéias liberais, tendo lutado pela libertação do Município, pela abolição da escravatura, adesão à República, instalação de água encanada, construção do prédio do Grupo Escolar Dr. Alfredo Pujol, instalação do Haras Paulista, a construção da Estrada de Ferro Campos do Jordão, e pela fundação da Escola de Farmácia e Odontologia. Como
historiador, escreveu o livro "De D. João
VI à Independência", que é um estudo aprofundado
dos fatos que ocorreram nesse período e que
culminaram com o grito do Ipiranga. Escreveu
também "Os Campos do Jordão na História e
na Legenda". |
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Pindamonhangaba - SP