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CIDADE
"Borba Gato" recepciona militares da missão de paz
Autor: Marcos Cuba

Comandante Renzeti e prefeito João Ribeiro recepcionaram os soldados que atuaram no país da América Central
   
Na manhã de terça-feira (27), o 2º Batalhão de Engenharia e Combate "Borba Gato" recepcionou mais de 20 militares que estavam em Missão de Paz no Haiti. O evento contou com a presença dos comandantes de unidades militares, do prefeito João Ribeiro  e demais autoridades. Os militares de Pindamonhangaba que  integraram  o 10º contingente da Missão de Paz no Haiti estavam no exterior desde o dia 5 de fevereiro.
Militar retornou do Haiti e reencontrou a família

"Agradeço a vocês e aos seus familiares, pela compreensão sobre o motivo da ausência. Agradeço pela representação de nosso Brasil numa missão importante de reconstrução de um país. Vocês são exemplos para muita gente", destacou o prefeito João Ribeiro.

O comandante do 2º Batalhão de Engenharia e Combate, coronel Marco Renzeti Espurio, disse sentir-se orgulhoso dos militares, porque eles cumpriram a missão. "Sabemos das dificuldades que vocês tiveram que superar, começando pela ausência da família. Vocês são vencedores, nós os recebemos como heróis", finalizou o comandante.

O sargento João Adalto Moreira conheceu o filho no reencontro com a família. A sua esposa ainda estava grávida quando ele partiu para a missão. Ele conta que quando saiu para a missão foi tranquilo, porque teve um bom assessoramento tanto pelo pessoal do exército como da família. Ele destaca que foi gratificante participar da missão, principalmente para a sua profissão. "Como voluntário   me senti muito honrado e fiquei muito feliz e os meus colegas também ficaram bastante felizes por eu ter participado da missão. Ajudamos aquele povo no que foi possível, isso traz um bem estar".

O soldado João Antonio Moreira disse que a experiência de participar da missão é muito boa, é uma oportunidade que muitos queriam ter, a de levar um pouco do 'calor' e ajuda para o povo haitiano.  "Havia muita destruição quando a gente chegou, devido ao terremoto, conseguimos remover bastante, levar doações e ajudar aquele país".

Outro soldado que também teve a oportunidade de participar da Missão de Paz foi o Marcelo Éderson Dias. Ele contou que foi um aprendizado muito grande, que ficar longe da família não é bom,  aprendeu a valorizar mais a família, mas que estando distante teve a chance de ajudar pessoas, fazendo o bem sem olhar a quem. "Estando com aquelas pessoas, nas condições que elas vivem, a gente aprendeu a valorizar tudo que a gente tem aqui, independentemente  da situação que estejamos vivendo, porque por pior que se viva aqui no Brasil ainda estamos em condições melhores do que a deles .É quando a gente aprende a dar valor ao nosso país".

Quem ficou um pouco apreensiva com a ida do filho para o Haiti, foi Helena Belo Dias, mãe do soldado Marcelo. Ela disse que receber o filho é uma alegria dupla, principalmente porque o pai dele faleceu enquanto ele estava na missão. "Agora tenho uma grande responsabilidade,   estou representando o pai e a mãe dele. Foi triste ficar longe, mas foi bom ao mesmo tempo, ele aprendeu muitas coisas".

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