"Agradeço a vocês e aos seus familiares, pela compreensão sobre o motivo da ausência. Agradeço pela representação de nosso Brasil numa missão importante de reconstrução de um país. Vocês são exemplos para muita gente", destacou o prefeito João Ribeiro.
O comandante do 2º Batalhão de Engenharia e Combate, coronel Marco Renzeti Espurio, disse sentir-se orgulhoso dos militares, porque eles cumpriram a missão. "Sabemos das dificuldades que vocês tiveram que superar, começando pela ausência da família. Vocês são vencedores, nós os recebemos como heróis", finalizou o comandante.
O sargento João Adalto Moreira conheceu o filho no reencontro com a família. A sua esposa ainda estava grávida quando ele partiu para a missão. Ele conta que quando saiu para a missão foi tranquilo, porque teve um bom assessoramento tanto pelo pessoal do exército como da família. Ele destaca que foi gratificante participar da missão, principalmente para a sua profissão. "Como voluntário me senti muito honrado e fiquei muito feliz e os meus colegas também ficaram bastante felizes por eu ter participado da missão. Ajudamos aquele povo no que foi possível, isso traz um bem estar".
O soldado João Antonio Moreira disse que a experiência de participar da missão é muito boa, é uma oportunidade que muitos queriam ter, a de levar um pouco do 'calor' e ajuda para o povo haitiano. "Havia muita destruição quando a gente chegou, devido ao terremoto, conseguimos remover bastante, levar doações e ajudar aquele país".
Outro soldado que também teve a oportunidade de participar da Missão de Paz foi o Marcelo Éderson Dias. Ele contou que foi um aprendizado muito grande, que ficar longe da família não é bom, aprendeu a valorizar mais a família, mas que estando distante teve a chance de ajudar pessoas, fazendo o bem sem olhar a quem. "Estando com aquelas pessoas, nas condições que elas vivem, a gente aprendeu a valorizar tudo que a gente tem aqui, independentemente da situação que estejamos vivendo, porque por pior que se viva aqui no Brasil ainda estamos em condições melhores do que a deles .É quando a gente aprende a dar valor ao nosso país".
Quem ficou um pouco apreensiva com a ida do filho para o Haiti, foi Helena Belo Dias, mãe do soldado Marcelo. Ela disse que receber o filho é uma alegria dupla, principalmente porque o pai dele faleceu enquanto ele estava na missão. "Agora tenho uma grande responsabilidade, estou representando o pai e a mãe dele. Foi triste ficar longe, mas foi bom ao mesmo tempo, ele aprendeu muitas coisas".